Boa de cama



ATENÇÃO: ESTE CONTEÚDO POSSUI TEOR SEXUAL E É IMPRÓPRIO PARA MENORES DE 18 ANOS.

Depois do rala e rola, toda mulher fica com a pulga atrás da orelha. "Será que ele gostou?" Como pega mal perguntar que nota ele dá para a sua performance, achamos melhor descobrir isso para você. Apesar de vivermos falando sobre homens, sabemos muito pouco do que se passa na cabeça deles. Afinal, o que eles consideram uma mulher boa de cama?

Deixe o pudor do lado de fora

Eles são unânimes: "Mulher boa de cama é a que sabe que entre quatro paredes não cabem pudores nem frescuras. Só prazer!", resume o redator publicitário Fidélis Alcântara, 31 anos. Em outras palavras, ser bem resolvida com seu corpo e com o corpo do outro. E não vale dizer que já sabia!

São tantas as mulheres que não se sentem à vontade na hora do sexo, que o fato até rendeu uma expressão no submundo masculino. "Pegar o p. com o guardanapo", define, sem dó nem piedade, o gerente de projetos Gustavo Malheiros*. Aos 30 anos, Gustavo procura exatamente o oposto disso. "Quem é boa de cama não acha o sexo uma coisa suja. Mesmo tendo limitações, está disposta a ampliar seus limites. Escuta as vontades do parceiro, mas também espera que suas vontades sejam ouvidas", explica.

Portanto, mulheres, se vocês pretendem ser aprovadas com louvor no quesito cama, mesa e banho – afinal, sexo não se resume ao quarto –, a regra é ousar. "As melhores conseguem ser dominadoras e submissas ao mesmo tempo. São sexy, fazem com vontade, se entregam por completo. Não têm medo de experimentar, nem de ensinar. Estão sempre por dentro das novidades, e dispostas a testar uma nova posição", afirma o produtor de eventos Luciano Braga*. Mas e nós, em meio a tantas estripulias, onde ficamos? "Calma, tem hora para tudo, para fazer o que eu quero e o que ela quer. A mulher boa de cama sempre satisfaz seus desejos", redime-se Luciano.

Em busca do próprio prazer

Pode parecer óbvio, mas satisfazer a si mesma não é pré-requisito para todas. "Tem muita mulher que se esquece do próprio prazer, na tentativa de agradar ao homem. Isso é frustrante não apenas para elas, mas para eles também. Quando a mulher não atinge o orgasmo, o parceiro pode se sentir responsável", afirma o terapeuta sexual Arnaldo Risman.

E de uma coisa você pode ter certeza: a mulher boa de cama sempre encontra o caminho para o seu prazer. O publicitário Bernardo Costa faz coro: "Para ser boa entre quatro paredes, é preciso gostar muito de sexo. Expressar suas vontades, se exibir, tomar a iniciativa", diz. É exatamente por isso que essas mulheres fazem tanto sucesso entre a ala masculina. "Elas tiram um pouco da nossa obrigação de ser responsável por tudo. É claro que sexo bom não depende só da atuação da mulher, mas é fundamental que ela participe", explica Bernardo.

Responder pelo próprio prazer e pelo prazer do parceiro parece complicado? O terapeuta sexual Arnaldo Risman garante que, com uma boa dose de autoestima, é possível dar conta do recado. "A autoestima é primordial em qualquer relação sexual. Ela se manifesta de dentro pra fora e de fora para dentro. Tanto a mulher vai se sentir bem – e capaz de dar prazer –, quanto o homem vai perceber isso", afirma. Fazê-lo acreditar, só depende de você.

Sexo com amor

Em meio a tantas posições, gritos e sussurros, a boa de cama acaba esquecida entre as letras da agenda telefônica. Aos 30 anos, o funcionário público Klaydson Silveira afirma: "Acabado o sexo, por melhor que tenha sido, fica a impressão de que poderia ter sido com qualquer uma. Repetir a dose vai depender de quanto tesão se sente pela mulher, e só", simplifica.

Em busca de algo mais consistente, Klaydson abriu mão das aventuras. Está noivo e vai se casar. "Para mim, mulher boa de cama é aquela que eu amo. Quando sexo e amor andam juntos, passa a ser uma experiência sensorial. Você pode até ter uma noite inesquecível com uma mulher maravilhosa, mas se todos os seus sentidos não estiverem antenados naquilo, não será completo", derrete-se em uma verdadeira declaração de amor.

Mesmo romântico, o sexo pode – e deve – continuar intenso. Não é porque o amor entrou no meio dos lençóis, que as loucuras precisam se retirar. "O sexo pode ser selvagem, mesmo aliado ao amor. Quando isso acontece, deixa de ser só tesão para se tornar muito mais forte e intenso", garante Klaydson. É ver – e experimentar – para crer!

TESTE: VOCÊ É BOA DE CAMA?

O que pode (ou não) ser considerado traição em um relacionamento Se já escondeu um vestido novo do seu amor ou omitiu aquela saída com um amigo que ele detesta, cuidado. Pelo novo código de conduta dos casais, você pode, sim, ser tachada de enganadora.


O que pode (ou não) ser considerado traição em um relacionamento Quando Luiza compra sapatos, chega mais cedo em casa para escondê-los do marido. Já Júlia diz para o namorado que vai visitar uma amiga, quando na verdade está no bar com o pessoal do escritório. Martina conversa com o ex às vezes - mas o atual, claro, nem imagina... Já viu esse filme? De fato, falar tudo o tempo todo pode ser difícil quando o parceiro não gosta dos seus colegas, do seu trabalho, das roupas que comprou na liquidação... Uma mentirinha aqui ou ali, além de inocente, evita brigas desnecessárias, certo? Errado. Não conte a ninguém, mas omitir segredos do seu amor pode ser tão grave quanto dormir com um colega de trabalho. Entenda por quê.

Confiança ameaçada

Luiza, 36 anos, faz todas as compras no cartão de crédito que divide com o marido. Quer dizer, quase todas. Quando quer um sapato novo, por exemplo, usa o de débito, que dispensa fatura. "Também chego em casa mais cedo e guardo a aquisição no armário. Caso ele pergunte, juro que o par é velho." Segundo ela, o moço toma conhecimento de menos de 1% das compras que faz. Não parece, mas uma omissão boba como essa pode se transformar em uma bomba-relógio - afinal, não deixa de ser uma maneira "inocente" de trair a confiança do parceiro. "Se alguém esconde segredos no relacionamento, algo está errado: ou um lado é muito impositivo ou o outro não sabe se impor", explica Ailton Amélio da Silva, psicólogo e professor da Universidade de São Paulo. Melhor sentar e conversar sobre os valores e necessidades de cada um, o que é uma ótima chance para aprenderem a ouvir e negociar. Foi o que aconteceu com o casal Janaína e Bruno. Depois de meses fumando escondida, a engenheira de 28 anos foi descoberta e teve que ser flexível para não perder o namorado. "Por insistência dele, tentei parar, mas não consegui. Combinamos que só fumaria três cigarros por dia, e nenhum na presença de Bruno. Aos poucos, estou largando o vício."

Gestão de risco

Infelizmente, nem sempre o acordo é possível. O namorado de Júlia, por exemplo, odiava que a publicitária de 33 anos fosse a festas sem ele. Bem que ela tentou incluir o moço nas baladas, mas, além de não ir, ele ainda a convencia a ficar. "Um dia, falei que ia visitar uma amiga e corri para a happy hour da empresa." Para Thiago de Almeida, psicólogo especializado em relacionamentos, mentir pode não ser uma infidelidade propriamente dita, mas há grandes chances de precedê-la. "Você vai se acostumando a esconder pequenas histórias e, mais tarde, não se sente culpada ao mascarar problemas maiores." Sem contar que, cada vez que faz algo pelas costas de seu amor, deixa de trabalhar em parceria com ele.
Foi o que aconteceu com a analista de sistemas Lívia, 28 anos. Quando ainda estava casada, o marido a proibiu de terminar um curso na área de telecomunicações. "Ele não queria que eu ficasse em uma sala cheia de homens. Para evitar brigas, disse que tinha trancado a matéria. Na verdade, enviei os trabalhos por e-mail e fiz provas na hora do almoço sem ele nem desconfiar. Só comuniquei a farsa quando peguei o diploma."

Mentira tem perna curta

Normalmente, encaramos aquela pequena omissão como uma forma de proteger o relacionamento - afinal, seu querido ficaria chateado à toa. Foi pensando assim que a professora de educação física Martina, 23 anos, combinou de encontrar um ex-amor sem nem cogitar avisar o atual. "Sabia que meu namorado morreria de ciúme e faria um escândalo desnecessário." Então, Martina aproveitou uma viagem até a cidade do rapaz para saírem como amigos. "Quando voltei, tive ainda mais certeza de que estava com o homem certo. Ele nunca desconfiou de nada e nunca saberá o que aconteceu. Não acho que o traí." A psicóloga americana Shirley Glass discordaria. Especialista em infidelidade, chegou à conclusão de que a traição não acontece apenas quando há contato físico e que, pasme, a amizade entre homens e mulheres pode ser tão perigosa para um casal quanto um envolvimento sexual. Em seu livro Not Just Friends (Não apenas amigos, em tradução livre), Shirley apontou que 82% dos entrevistados tiveram um caso extraconjugal com alguém que, a princípio, era um colega. Para ela, mesmo quem está em um relacionamento feliz pode, sem querer, atravessar a linha que divide a amizade platônica de um amor romântico. Polêmicas à parte, todos os especialistas concordam em pelo menos um ponto: para um relacionamento vingar, honestidade não pode faltar. Ela fortalece a confiança entre vocês e ajuda a construir os mecanismos que fazem o amor durar para sempre.

Por que elas mentem

Para o psicólogo e conselheiro amoroso Richard Nicastro, os cinco maiores motivos que levam as mulheres a mentir para o companheiro são:
1. Fugir de uma realidade angustiante.
2. Expressar um traço da sua personalidade que tenta renegar. Por exemplo: quem se sente humilhada procura onipotência, as mandonas se tornam submissas, as éticas, desobedientes.
3. Sentir a adrenalina de ter um segredo só seu.
4. Dominar o parceiro, uma vez que é uma forma de controlar algo a que ele não tem acesso.
É, cara amiga, se você sofre tentando arrancar informações do seu querido, saiba que nós, editoras de Nova, encaramos dupla jornada nesse terreno. Além de driblar o silêncio do marido ou namorado em casa, também temos que nos desdobrar para conseguir declarações não menos emocionais (e emocionantes, por que não?) dos entrevistados. Acreditando que unidas venceremos, reunimos algumas técnicas jornalísticas que vão ajudá-la, e muito, na missão de conseguir respostas da sua cara-metade - sobre sexo, drogas, rock'n'roll, família, ex-namoradas, o secreto chopinho de terça-feira... Pode apostar: você nunca mais vai precisar bancar a cartomante para descobrir um pouco mais sobre ele.

Quebrar o gelo

Seu amado chegou em casa mudo. Nem boa noite disse. Garota esperta passa longe da famigerada "Como foi seu dia?" O negócio é falar a língua dele. Nessa hora, esportes são uma ótima pedida. Fazer comentários sobre os últimos resultados do campeonato local ou do Brasileirão (sem querer parecer uma expert, lógico) pode ser uma ótima forma de fazê-lo relaxar e... começar a falar!

Ser toda ouvidos

Não há outra forma de manter um papo - seja ele superficial, seja ele intenso. É preciso escutar, como conta a editora Daniela Folloni. "Minha missão com a Ana Hickmann era descobrir o que fazia dela uma mulher de sucesso", lembra. "Mas você pensa que a empresária entregou o ouro logo nos primeiros cinco minutos? Nada! Comecei perguntando onde havia nascido, como foi criada... Lá pelo meio da conversa, Ana contou que um dia, quando se viu gorda no espelho de uma loja, resolveu dar um basta e tomar uma atitude. Estava aí a característica que a diferenciava das outras modelos: determinação! Só que para essa história vir à tona deixei a Ana falar sem se sentir pressionada." A lição também vale, lógico, no caso de o entrevistado ser seu namorado. Trate de controlar a ansiedade com todas as suas forças e não atropele seu amor com outra questão antes de ouvir a resposta de primeira, ok? E não se incomode com o silêncio. Ele serve como um lembrete inconsciente para o cara soltar o verbo.

Usar o jeitinho feminino

Significa basicamente fazer uma pergunta difícil de uma maneira gentil. Esse é um dos segredos para ajudar as pessoas a falar de assuntos que prefeririam evitar. Se você usar a técnica corretamente, o moço nem vai saber de onde veio a pergunta. Então, em vez de lançar "Por que você ainda mora com seus pais?", é melhor dizer "Tenho certeza de que é uma delícia continuar vivendo em família... Do que você mais gosta?" Assim, consegue a informação sem colocá-lo na defensiva.