Abre-te, coração!

Mostrar interesse

"Quando Saulo Vasconcellos, o ator que interpretou o Fantasma da Ópera, percebeu que eu tinha feito a lição de casa - uma extensa pesquisa sobre a vida dele -, sentiu-se seguro para falar de assuntos pessoais", conta a editora Marcia Kedouk. Fazendo o paralelo com um papo íntimo: as suas atenções devem ser todas voltadas ao moço. A tática é manter contato visual, evitar fazer caretas a cada declaração dele ou atender o celular no meio da conversa. Dessa forma o gato percebe que você se importa e se sente mais à vontade para falar.

Entender o lado dele...

Qual não foi minha surpresa ao descobrir que Rodrigo Scarpa, o Repórter Vesgo do Pânico, estava tenso ao ser entrevistado por NOVA. Os braços sempre cruzados eram o sinal (vermelho) de que eu não tinha permissão para entrar em assuntos pessoais. Justo de quem! O jeito foi deixá-lo discursar sobre o que tinha vontade: trabalho. E pelos cotovelos, para relaxar. Quando começou a gesticular (opa, sinal verde!), descobri que ele tinha uma fitinha do Senhor do Bonfim no punho, que os pedidos de dinheiro e sucesso profissional já tinham sido atendidos, faltava só um amor. Aproveitei o gancho e comentei que isso não devia ser fácil para alguém famoso. Pronto: o moço confessou que nunca sabia se a garota se aproximava do Rodrigo ou do Vesgo, que até reparava (e dava selinho) nas beldades famosas, mas beijo de verdade só na amada... A intenção, aqui, não é julgar, e sim se solidarizar com o que o seu entrevistado contar. Assim a tendência será ele falar mais e mais e mais.

...E mostrar o seu

É importante deixar claro que não é uma investigadora comandando um interrogatório, e sim alguém como ele, com dúvidas, medos, inseguranças. Quando entrevistei o repórter global Fabricio Battaglini, logo notei que o moço era tímido. Não é que, por sorte, enrolei a língua em uma pergunta simples sobre trabalho e fiquei sem graça com a gafe? Ele, ao perceber que eu também não era das mais extrovertidas, se soltou e passou a responder às minhas perguntas com menos desconfiança.

Falar - um pouco - de si mesma

Sim, é você quem quer informações! Mas falar um pouco de si mesma ajudará, e muito, seu entrevistado a se abrir. Fiz os dois perfis e era a responsável pelo diário da atriz Grazielli Massafera. Você pensa que foi fácil convencê-la a entregar sua intimidade para milhares de leitoras, mês a mês? Minha primeira atitude foi deixar claro que estava do lado dela. Também, vez ou outra, dizia como me sentiria se estivesse na pele da hoje atriz de Páginas da Vida. Assim, construímos uma empatia que a ajudava a mostrar o coração.

Jogar confete

Quem não gosta de ser considerado importante? A idéia é fazer seu gato se sentir o eleito para explicar certo assunto, tipo... traição. Ah! Quanto mais delicado o tema, mais elogios convém liberar.