Se você passa por isso, sabe que não é fácil lidar com essas ligações perigosas. E que cada passo em falso pode até colocar em risco a promessa de serem "felizes para sempre". Como estabelecer a linha tênue que separa a participação saudável da interferência prejudicial? O que fazer para não deixar que um comentário maldoso abale a paixão? Existe um jeito de selar a paz com a sogra? E com a cunhada? NOVA ajuda vocês a unirem forças para lidar com os coadjuvantes que fazem parte da sua história de amor. E a não deixar que ela vire uma novela mexicana cheia de brigas, drama e desentendimentos.
Protegendo o ninho
"Estamos namorando!" Essa notícia pode soar como música em algumas casas e como bomba em outras. Tudo depende da estrutura emocional da família em questão. "Vamos supor que os pais eduquem o filho (ou a filha) para que seja independente. Nesse caso, permitem que esse indivíduo seja maduro e faça as próprias escolhas - e elas incluem se relacionar com quem desejar", explica a psicóloga clínica Ilana Levinson. "Agora, se fazem o tipo possessivo, terão dificuldade em aceitar o namoro. Afinal, significa que já não exercem mais o poder que gostariam sobre a sua cria." Trata-se do cenário ideal para a atuação do pai superciumento que não quer imaginar a filha aos beijos com um marmanjo (ainda que ela já seja bem crescidinha!)... A mãe sabe-tudo que se sente no direito de dar palpite no relacionamento...A empresária Fernanda*, de 22 anos, do Paraná, sabe bem o que é isso: "Meu namorado tem 30 anos, um emprego excelente e é dono do próprio nariz, mas a mãe dele se intromete na nossa relação sem ficar vermelha. Além de perguntar aonde vamos e a que horas voltaremos (o que se torna extremamente constrangedor quando resolvemos passar a noite no motel, por exemplo), critica cada passo dele. Por exemplo, quando compramos nosso apartamento, ela foi contra abrirmos um dormitório, a fim de ampliar a sala, sem dar nenhum argumento plausível". O que está por trás desse comportamento? A sogra de Fernanda tenta, inconscientemente, desencorajar o filho a cortar o cordão umbilical, segundo a terapeuta de casais Iracema Teixeira, membro do Centro de Psicologia Formativa do Brasil. "Ao censurar cada decisão deles, passa a mensagem subliminar de que não serão capazes de tocar a própria vida", explica. Mas essa situação não precisa (nem deve) ficar assim...